Robôs assassinos: a “última” invenção do exército dos EUA

Em 2007, esse tipo de robô foi enviado ao Iraque, mas os militares pararam de utilizar depois que equipamento começou mover sua arma aleatoriamente

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Misión Verdad
Jornalistas e investigadores com o propósito de produzir informações verdadeiras sobre a realidade venezuelana. Material produzido em parceria entre Misión Verdad e Conflitos.

“O exército dos Estados Unidos quer converter os tanques de guerra em máquinas de matar impulsionadas por IA (Inteligência Artificial)”, assim intitulou, na semana passada, o portal Quartz (EUA) em uma análise sobre o novo Sistema Automático Avançado de Liderança e Letalidade (ATLAS) do Departamento de Defesa (Pentágono), que busca dar aos veículos de combate em terra a capacidade de identificar e atacar objetos de maneira autônoma.

A notícia deixou em alerta a opinião pública,
mas também alguns oficiais do exército
estadunidense que, segundo o veículo
especializado em assuntos militares,
Defense One, pediram maiores informações
sobre “o programa que dará sequência a política
do Departamento de Defesa sobre o controle
humano dos robôs letais”. 

De acordo com o analista Patrick Tucker, que escreve para o Defense One, em 2003 “o Departamento de Defesa começou a experiência com um pequeno robô tanque de metralhadoras, chamado SWORDS. Em 2007, foi enviado ao Iraque. Mas os militares terminaram com o programa depois que o robô começou a se comportar de maneira imprevisível, movimentando sua arma aleatoriamente”.

Embora um oficial do exército, segundo Tucker, tenha comentado que não está “colocando a máquina em posição de matar ninguém”, persistem as dúvidas sobre o seu uso e as complexidades ética que o equipamento traz consigo, como por exemplo, o fato de uma máquina decidir quem vive e quem morre num cenário de guerra.

Tucker conclui afirmando que “à medida que a adoção militar de Inteligência Artificial se move do domínio aéreo para o terrestre, de aeronaves não tripuladas a tanques não tripulados, poderemos adentrar em uma fase mais nebulosa”, ao se referir aos contextos confusos de uma guerra urbana.

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