Imprensa internacional repercute Bolsonaro eleito

A grande maioria dos jornais internacionais destaca o caráter autoritário e os discursos de ódio do presidente eleito Jair Bolsonaro

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Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

O mundo parou para olhar o Brasil no último fim de semana. A grande maioria dos jornais internacionais destaca o caráter autoritário e os discursos de ódio do presidente eleito Jair Bolsonaro. “Trump dos trópicos” é a principal caracterização do ex-capitão. Veio da Holanda a manifestação mais contundente. O diário De Volkskrant, com circulação de 250 mil exemplares na capital holandesa Amsterdã, publicou uma suástica verde e amarela, composta por chinelos de dedo, para ilustrar a vitória de Bolsonaro nesta segunda-feira.

 

Na Argentina, o jornal Página 12 ressaltou que o Brasil elegeu “um defensor da ditadura”, conhecido por opinião “racista, machista e homofóbica”. O argentino Clarín, de linha editorial conservadora, destacou a importância da criação do “mito” em torno de Bolsonaro e suas recorrentes declarações de caráter autoritário.

El País, do Uruguai, salientou a “linha dura” do candidato da extrema-direita. Para o jornal colombiano El Espectador, as “declarações misóginas, homofóbicas e racistas tiveram grande aceitação entre os brasileiros”. Já o Granma, cubano, sinalizou que, “apesar de se declarar nacionalista, as propostas de Bolsonaro apontam a uma política econômica entreguista ao setor privado”.

Assim como Roger Waters, o jornal inglês The Guardian caracterizou Bolsonaro como “neofascista”. Para a BBC, o novo presidente é um “Trump dos trópicos”. O francês Le Monde faz a mesma comparação com o presidente dos Estados Unidos, e a revista alemã Der Spiegel afirma que o “medo da ditadura está crescendo” no Brasil.

O português Público deu destaque ao superministro Paulo Guedes e forte presença de generais no próximo governo. Da Espanha, El País considera que a campanha eleitoral foi “marcada pela tensão, desinformação nas redes sociais e, sobretudo, pelas atitudes antidemocráticas de Bolsonaro”.

O New York Times disse que o “populista” Bolsonaro marca um giro radical à extrema-direita na política do país. O mexicano La Jornada publicou charge da bandeira brasileira com os dizeres “ordem e retrocesso”. 

Na Ásia, a estatal chinesa CGTN, em sua página em inglês, destaca a identidade militar de Bolsonaro e seus ataques às minorias. A Al Jazeera, maior emissora do Catar, diz que Bolsonaro surfou uma onda de descontentamento e violência no Brasil.

A rede estatal Russia Today também define Bolsonaro como “Trump tropical” e destaca suas posições anti-LGBT, sexistas e racistas. Por sua vez, o sul-africano The Star evidencia as  declarações de Bolsonaro contra a liberdade de imprensa.

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