Guatemala: líder indígena é candidata à presidência

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Thelma Cabrera, líder indígena, agricultora, ativista de Direitos Humanos

Em 16 de junho, Guatemala elegerá seu novo ou nova presidente. Serão eleições gerais para o governo federal e prefeituras. Thelma Cabrera, líder indígena, agricultora, ativista de Direitos Humanos, integrante do Comitê de Desenvolvimento do Campo (CDC), foi a penúltima candidatura feita às 21 horas do dia 17 de março, prazo final das inscrições e quando teve início a campanha eleitoral.

Thelma Cabrera e Neftalí López compõem a chapa do partido Movimento pela Libertação dos Povos (MLP), criado pelo CDC como uma alternativa política à esquerda de Jimmy Morales, em 2016.

Desde 1992, o CDC luta pelo acesso à terra, pela nacionalização da energia e defesa dos territórios indígenas. E é uma das principais vozes de denúncia da violência no campo na Guatemala, que no ano passado teve quase duas dezenas assassinatos, incluindo de uma liderança do MLP, Juana Raymundo, do Conselho da Rede de Mulheres Ixhiles.

Foram inscritos e aceitos pelo Tribunal Superior Eleitoral 15 candidatos à presidência: Benito Morales (Convergência), Julio Héctor Estrada (Compromisso Renovação e Ordem), Manfredo Marroquín (Encontro por Guatemala), Estuardo Galdámez (Frente de Convergência Nacional – Nação), José Luis Chea Urruela (Partido Produtividade e Trabalho), Fredy Cabrera (Todos), Mario Estrada (União da Mudança Nacional), Sandra Torres (Unidade Nacional da Esperança), Luis Velásquez (Unidos), Pablo Duarte (Unionista), Pablo Ceto (Unidade Revolucionária Nacional Guatemalteca), Alejandro Giammattei (Vamos), Amilcar Rivera (Vitória), Isaac Farchi (Visão com Valores), Manuel Villacorta (Winaq).

Outros sete esperam a avaliação da inscrição, são eles: Danilo Roca (Avanza), Aníbal García (Libre), Thelma Cabrera (Movimento para a Libertação dos Povos), Roberto Arzu (Partido de Avanço Nacional e Podemos), Edmond Mulet (Partido Humanista), Edwin Escobar (Prosperidade Cidadã), Thelma Aldana (Semente). Por fim, mais duas candidaturas esperam resoluções judiciais: Mauricio Radford (Fuerza) e Zury Ríos (Valor), esta filha do general que encabeçou a ditadura na Guatemala de 1982 a 1983. Se todos aprovados, serão 24 candidatos de partidos ou coligações a disputarem a presidência.

Em 16 de junho devem ser eleitos presidente, vice-presidente, 160 deputados e 340 prefeitos. O segundo turno para presidente, se houver, será em 11 de agosto. Um dos principais temas da campanha eleitoral guatemalteca será o combate à corrupção, pois a convocação para as eleições ocorreu em meio a grande agitação política após o atual presidente, Jimmy Morales, anunciar o fim antecipado de uma missão anticorrupção da Organização das Nações Unidas, que investigava em conjunto com o Ministério Público do país suspeitas de financiamento ilegal da campanha presidencial de Morales, em 2015.

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