Saída de Equador da Unasur: mais um passo à subserviência?

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A proposta de uma América Latina atuando de forma conjunta, idealização de Simón Bolívar traduzida nas ações dos ex-presidentes Chávez, Néstor Kirchner, Rafael Correa, Lula e Evo Morales ao criar a União das Nações Sul-Americanas, sofre mais um revés com o fechamento da sede da Unasur, em Quito, Equador.

 

O presidente do Equador, Lenín Moreno, informou a retirada da estátua do ex-presidente argentino, Néstor Kirchner, o fechamento da sede e a saída oficial do Equador do Tratado da Unasur, assinado em Brasília, em 2008, durante a II Cúpula de Chefes de Estado e de Governo. Em seu discurso, Moreno afirmou:  “Prezados patriotas, por capricho de alguns mandatários irresponsáveis, UNASUR se transformou em uma plataforma política que destruiu o sonho de integração que nos venderam. Por isso, iniciamos os procedimentos internos para sair oficialmente do Tratado”.

Com raízes históricas bem definidas para a construção de uma independência dos demais blocos políticos e econômicos do planeta, a união de doze países latino-americanos compunha uma organização intergovernamental construída com diálogos transversais e multissetoriais. Seu tratado entrou em vigor em 2011, quando representava cerca de 400 milhões de latino-americanos. Sua criação representou importante avanço para a diplomacia na região, especialmente para a brasileira.

A sede da Unasur era em Quito, Equador; o Parlamento sul-americano, em Cochabamba, na Bolívia, e a sede de seu banco, o Banco do Sul, em Caracas, Venezuela.

Após o fechamento da sede, Unasur continua com presença nas redes sociais e representações nos organismos internacionais.

 

* Atualizado em 21 de março.

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